Carta do 13° Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base do Sul e Sudeste do Pará

“Os desafios do mundo urbano na Amazônia”

“Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo (EX 3,7)

Nós, leigos e leigas, religiosos(as), Padres e Seminaristas, vindo das Dioceses Conceição do Araguaia, Marabá, Prelazia do Xingu, e também com a presença de  participantes de Castanhal e Belém, totalizando 150 participantes. Povo de Deus em caminhada, como discípulos-missionários de Jesus; aqui fomos acolhidos em Jacundá, paróquia São João batista, já em ritmo de preparação para o 14º Intereclesial das CEBs a ser realizado em Londrina PR em Janeiro de 2018.

Iniciamos o encontro com a celebração da eucarística presidida pelo bispo da diocese de Marabá Dom Vital, em seguida foi apresentada a programação do encontro e o tema central: “os desafios do mundo urbano na Amazônia” e o lema: “eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo (EX 3,7)”.

No dia seguinte pela manha iniciou-se com a oração animada pela Diocese de Conceição do Araguaia, em seguida houve a apresentação dos participantes com muita alegria e fraternidade. Dando continuidade o assessor Daltro Paiva do instituto de pastoral regional (IPAR) regional N2 da CNBB iniciou a reflexão a partir da pergunta: o que é Amazônia para você? Esta pergunta gerou diversas respostas da assembleia, com isso o assessor explanou todo um histórico da formação das cidades na Amazônia antes da colonização europeia até os dias atuais, nisso ele destaca os principais acontecimentos que como consequência deu origem as cidades da Amazônia, como por exemplo, os aldeamentos ao longo dos rios e a exploração dos recursos naturais da floresta amazônica. Cabe ressaltar que nesse processo de colonização muitos povos foram dizimados decorrentes a implantação de projetos na região, como os projetos agropecuários, exploração madeireira e mineração, estes fatos foram bem relatados pelos presentes do encontro.

A Irmã Delvina nos lançou um olhar sobre a cidade, a luz da palavra de Deus, “o ser de Deus que vê e ouve o clamor do povo (Ex 3,7)”. A partir da pessoa do apostolo Paulo, fomos iluminados por sua pedagogia com relação à formação de comunidades cristãs em cidades, tendo como base as palavras chaves “caminho, casa e mesa” para favorecer relações fraternas e solidarias. Com o objetivo de contemplar os assuntos do dia foram propostas alguns questionamentos sobre as ações das CEBs nas formações das cidades e na luta pela cidadania. Encerramos o dia com a celebração da memória dos mártires e defensores da vida, seus testemunhos são para CEBs sinais de fidelidade à missão e ao projeto do reino de Deus na luta pela justiça e pelos direitos de todas as pessoas.

No terceiro dia após a oração do oficio divino, foi apresentada a metodologia de trabalho de grupos em roda de conversas, apontando 5 desafios no mundo urbano: os grandes projetos na Amazônia; os desafios das juventudes; as mulheres nas cidades; a comunicação no mundo urbano e economia solidaria.

Durante a noite foi celebrada em comunhão com a comunidade local a missa mariana com muita fé e devoção a nossa senhora, seguido da noite cultural com muita alegria e confraternização entre os participantes.

No domingo pela manhã, nos reunimos em plenária final para elegermos nossos compromissos para que as CEBs do Sul e Sudeste do Pará possam debater e construir ações em torno dos desafios das nossas comunidades com a Pastoral urbana. Elegemos como prioridades ações em torno do Direito à Cidade, com foco na educação, moradia, segurança, saúde, mobilidade, trabalho, saneamento, cultura e lazer. Finalizamos nosso encontro com uma belíssima celebração presidida por Dom Vital, que também foi o envio dos delegados e delegadas para o 14º Intereclesial das CEBs que acontecerá em Londrina/PR, em janeiro de 2018.

Jacundá/PA, 30 de julho de 2017.

Delegados e Delegadas das CEBs do Sul e Sudeste do Pará

Um Comentário

  • Aldo Cardoso

    Gosto muito das boas notícias, elas rejuvenescem a nossas almas e fazem arder os nossos corações. Que não pecamos a verdadeira fé que nos mostra uma nova postura, e que a Igreja dos pobres clame, pois certamente o senhor nos ouvirá e descerá para fazer Justiça.

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