Assessoria deve incorporar modelo de “igreja em saída”

A assessoria das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) está desafiada a pensar o seu papel diante de um Brasil em que 84% da população vivem na zona urbana, porém ainda mergulhado em problemas antigos, como a falta de saneamento básico. Esse cenário requer uma pedagogia pastoral que auxilie a atuação das coordenações e ao mesmo tempo seja presença efetiva nas comunidades, lá onde funcionam capelas, grupos de reflexão e mutirões.

Essa percepção foi bastante mencionada durante o Seminário para Assessoras e Assessores das CEBs da Região Oeste, que ocorreu em Brasília, na Casa de Retiro Assunção, entre os dias 22 e 24. O evento teve cerca de 40 participantes, além de membros das ampliadas e um grupo de mulheres do Distrito Federal.

O seminário trouxe experiências e desafios das CEBS no mundo contemporâneo, fez análise de conjuntura sobre o país, refletiu a respeito da exortação apostólica do papa Francisco  Evangelli Gaudium (Alegria do Evangelho), e teve oficinas de Comunicação, Ecologia, Ministérios Leigos, Relações de Gênero e Juventude.

 

Desafios da assessoria

Domingo pela manhã (24) os participantes discutiram como colocar em prática os apontamentos levantados no seminário. A dinâmica foi feita a partir de grupos (regionais Oeste I/Mato Grosso, Oeste II/Mato Grosso do Sul e Centro-Oeste/Goiás e Distrito Federal). As equipes pontuaram a importância de utilizar uma linguagem que dialogue com os tempos atuais, marcado pela força da tecnologia, múltiplas manifestações sociais, culturais e políticas.

“Uma nova inteligência está surgindo com este mundo contemporâneo. Temos de ser capazes de desenvolver uma pedagogia pastoral que acesse o universo do campo e da cidade, do jovem e do idoso”, resumiu Ademar de Lima Carvalho, assessor do Regional Oeste II, diocese de Rondonópolis-Guiratinga.

Outro ponto destacado foi a existência de uma assessoria baseada numa “igreja em saída”, como nos diz o papa. Pois os encontros de formação precisam repercutir nas lideranças e na base. Deve haver uma formação permanente, que englobe leigas, leigos e o clero, e reconheça contribuições específicas, nas áreas de Comunicação, Psicologia, Pedagogia, Teologia e outras.

“Vamos continuar com a Escola Flor do Cerrado para lideranças das comunidades e pensamos em incorporar mais jovens e inclusive crianças”, comentou Elizabeth Trindade Barbosa, do Regional Centro-Oeste, arquidiocese de Brasília. “É fundamental articular encontros para discutir fé e política e realizar avaliações após cada atividade”, completou Luiz Henrique Inácio, da Pastoral da Juventude e do Regional Oeste I/MS.

 

Cartilhas, renovação e convivência no whatsapp

A produção de subsídios e cartilhas para as comunidades em linguagem popular também foi lembrada. Há muitos materiais produzidos que não foram ou não são distribuídos.

Também foi apontada a necessidade de:

– renovação de assessoras e assessores

– boa convivência entre as lideranças pessoalmente e nos grupos de whatsapp

– melhor diálogo entre assessoria, padres, bispos e diáconos

– pensar estratégias de garantia de participação sequencial nos cursos

– variados contornos de formação

– apoio a lideranças para que saibam como coordenar as comunidades

 

Gibran Lachowski e Ana Paula Carnahiba, assessoria do Regional Oeste II/MT

 

Para conferir com mais detalhes as atividades da sexta (22) e sábado (23), clique abaixo:

http://www.cebsdobrasil.com.br/2017/09/25/segundo-dia-do-seminario-para-assessores-e-assessoras-das-cebs-do-oestao/

http://www.cebsdobrasil.com.br/2017/09/25/primeiro-dia-do-seminario-para-assessores-e-assessoras-das-cebs-do-oestao/

 

Galeria de Fotos:

Um Comentário

  • Nivaldo Batista Marques

    A CEBs deve puxar com coragem e ousadia as demais forças comunitárias da igreja pela experiência em ter sido sempre uma igreja em saída como pede o nosso papa Francisco.

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