Desafio é se reconhecer como nova forma de ser igreja-Pedro Ribeiro

O Intereclesial tem dois grandes desafios. O primeiro é interno, fazendo com que a igreja se reconheça como igreja. O segundo, externo, é enfrentar o processo de massificação a que as classes sociais estão submetidas.

Afirmação é do sociólogo Pedro Ribeiro, que esteve recentemente em Londrina para participar do Encontro de Asssessores do 14º Intereclesial das Cebs

Ele é doutor em Sociologia, professor aposentado da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUCMG). Ele é Pedro Ribeiro, que integra a Coordenação Nacional do Movimento Fé e Política e assessor Continental das Cebs. Ribeiro esteve em Londrina, recentemente, onde participou de um encontro dos assessores que atuarão nas mini plenárias do 14º Intereclesial das Cebs, de 23 a 24 de janeiro do ano que vem.

O sociólogo afirma que o Intereclesial, que será realizado em Londrina, tem dois grandes desafios. O primeiro é interno, fazendo com que a igreja se reconheça como igreja. O segundo, externo, é enfrentar o processo de massificação a que as classes sociais estão submetidas. Ribeiro lembra que as Cebs são uma organização da igreja mais atuante na sociedade, “mas que está perdendo capilaridade social que foi a sua força”.

Conforme o estudioso das relações entre sociedade e religião, esse não é um problema exclusivo do Brasil, mas da América Latina, cuja população sofre com governos conservadores subservientes ao poder econômico. “São as forças econômicas e políticas grandes que estão por trás dele, que tem sim um projeto de dominação e um projeto de sociedade que é um projeto perverso.”

Confira os principais trechos da entrevista.

Quais os desafios que as CEBs do BRASIL têm para o 14º Intereclesial?

As Cebs brasileiras têm correspondentes em outros países da América Latina?

As Cebs historicamente incentivam os movimentos populares. A Igreja acolhe essa forma de participação?

O Brasil e a América Latina estão vivendo um retorno a governos conservadores, que recrudescem as relações sociais. No Brasil, o impeachment da presidenta Dilma,   levou o governo Temer ao poder. Isso faz aumentar os desafios de organizações com as Cebs?

 

Por Reinaldo Zanardi – Jornalista da Equipe de Comunicação do 14º Intereclesial das Cebs

 

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