Cresceu a consciência da identidade e da missão dos leigos na Igreja. Adelaide Maria Klein

A tarefa é grande….a messe é pequena!!!
Ajudai-nos Divina Ruah a sermos Sal na Terra e Luz no Mundo!!!


Assim o Papa Francisco enxerga e orienta a sua igreja de mulheres e homens entre os leigos e somente de homens em sua hierarquia. Oxalá o Espírito Santo continue a iluminar o nosso Papa para abrir outras possibilidades para dentro da igreja, mas que se transforme e esteja inserida no meio do povo.
Mas bem, o Ano do Laicato já é um bom sinal e um grande desafio principalmente para todas as leigas batizada e todos os leigos batizados e marcados pelo sinal da fé.
Ser cristão ou cristã leigo não é simplesmente participar das missas e as vezes ajudar em alguma situação especifica na sua Comunidade.
Ser Cristã leiga e Cristão leigo é ser testemunha do amor e da misericórdia de Deus para com o seu povo. É construir aqui no meio do povo o Reino de Deus, o Reino de Justiça e de igualdade, iniciando com os mais empobrecidos, estando com eles e sermos sal da terra e luz do mundo.

Com certeza isto não é tarefa fácil, mas são as portas estreitas que nos levarão ao encontro do Pai, e não as largas.


Ser esta luz no meio do povo é se despir de preconceitos, é ser solidária /o, amorosa/o e parceira/o e não ser juíz e não condenar, ensinar, mas aprender. Caminhar junto independente da sua cor, idade, raça, orientação sexual, formato de família ou local de moradia ou ainda de descanso de seu corpo que muitas vezes é a rua mesmo. Acredito que o Ano do Laicato não tenha sido pensado para ser algo abstrato, individual mas sim para uma ação concreta; beber da fonte do povo a margem, excluído, empobrecido para celebrar a Páscoa Nova, a nova vida, nossa vida de cristãos /ãs leigos e leigas da igreja com seu povo e seu clero.

Aqui no Brasil..na América Latina e no mundo vivemos tempos muito difíceis, de golpe, de perda de direitos conquistados arduamente, das diferentes formas de intolerâncias, do fascismo que avança com as suas garras, da cultura do ódio, do feminicidio que cresce a cada dia, da juventude, principalmente a pobre e negra que é assassinada. E com tudo isso o povo resiste, teima em continuar acreditando e busca alternativas p viver com dignidade.
Não sei se por casualidade, prefiro crer que foi inspiração de Ruah para que a data escolhida para o lançamento do Ano do Laicato no dia da celebração da festa de Cristo Rei.
Mas a liturgia apresenta um rei sem coroa, sem ouro e sem aparato de um rei. Apresenta um rei Pastor, zeloso, cuidador do seu rebanho, do seu povo.
Um rei/ pastor com cheiro forte do seu rebanho das suas ovelhas, por estar junto delas, conviver com elas e que quando preciso as carrega nos Seus ombros.
Isto nos inspira a saímos das nossas acomodações para estar com o pé no barro, no barraco, na favela e no presídio. Nas lutas por Terra, moradia( Teto ) e Trabalho, os três T’s do Papa Francisco.
A tarefa é grande….a messe e pequena!!!
Ajudai-nos Divina Ruah a sermos Sal na Terra e Luz no Mundo!!!

Adelaide Maria Klein, Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos -MTD, CEBs Vicariato de Gravataí/ RS

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