Desafios de acesso a participação da Cultura e lazer – VER/JULGAR

 

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No Rio de Janeiro, durante um Carnaval, uma equipe norte-americana de Cinema está filmando cenas do Carnaval. Passa a filmar um bloco de “índios” – associação carnavalesca formada por gente de uma favela do Rio. A filmagem ia bem quando, de repente, os tais pobres do Morro, vestidos de índios no bloco carnavalesco puxam armas e assaltam os técnicos e diretor que faziam a filmagem. Roubam todo o arsenal cinematográfico de câmeras e gravadores. E com todo o material do filme, fogem para a favela. Ao chegar lá, se organizam e, com aqueles equipamentos caríssimos, começam a fazer um filme a partir da favela e com o tema da Inconfidência Mineira.

Essa é a trama do filme “Ladrões de Cinema”, produção de 1977, do diretor Fernando Coni Campos[1]. O assunto que nos interessa aqui é essa proposta dos pobres deixarem de ser objetos da cultura e da arte. Eles precisam e merecem ser sujeitos. Não se trata de roubar  equipamentos e sim de se reapropriar dos meios  para fazer filme, teatro, música, dança, arte plástica, carnaval ou o que seja de arte e lazer, a partir das perspectivas e do olhar próprio do povo pobre.

Na sociedade capitalista, a arte e o lazer também são indústrias e obedecem às regras do trabalho e da exploração das pessoas que são esteios e pilares da sociedade dominante. Nesse sentido, o problema do filme Ladrões de Cinema é que na hora em que os pobres para fazerem um filme precisam roubar os equipamentos dos ricos, parece um aspecto da história bíblica da luta do jovem Davi contra o gigante Golias, o filisteu. A Bíblia diz que Golias tinha três metros de altura. “Trazia na cabeça um capacete de bronze que pesava mais de cinquenta quilos. Usava perneiras de bronze e um dardo de bronze pendurados sobre os ombros. A haste de sua lança era grossa como um cilindro de tear e a ponta de ferro pesava seis quilos” (1 Sm 17, 5- 7). O rei Saul revestiu Davi com sua armadura, pôs-lhe na cabeça um capacete de bronze e armou-o com uma couraça. Davi cingiu a espada de Saul sobre a armadura e tentou caminhar armado, pois não estava acostumado. Davi não conseguiu andar com aquelas armas e tirou toda aquela armadura. Pegou somente o seu cajado de pastor e escolheu no riacho cinco pedras e com sua funda na mão enfrentou o gigante”(1 Sm 17, 38- 40).

Para os pobres do morro que queriam fazer o seu filme, os equipamentos profissionais de Cinema usados pela equipe norte-americana eram como as armaduras de Golias. Esse é o primeiro desafio do acesso dos pobres e da periferia ao tesouro vivo da cultura, da arte e do lazer. Como escrevia Gustavo Gutierrez sobre a espiritualidade latino-americana: se trata de “beber do próprio poço”.

Vou propor a vocês algumas reflexões sobre isso, mas preciso lembrar: Não sou sociólogo, não sou antropólogo e nem mesmo trabalho diretamente com educação popular. Meu olhar é de um companheiro teólogo, inserido nos movimentos e organizações sociais.

1 – A diversidade cultural e a dignidade das culturas oprimidas

“Cultura é tudo aquilo pelo qual o ser humano afirma e desenvolve as múltiplas capacidades do seu espírito e do seu corpo, transforma o universo, humaniza a vida social, conserva as grandes experiências espirituais e as aspirações fundamentais de toda pessoa humana” (Concílio Vaticano II, Constituição Gaudium et Spes sobre a Igreja no mundo de hoje, n. 53, 1)[2].

Se cultura significa o nosso modo de estar no mundo, de encarar a vida e tentar transformá-la, então, a cultura de um povo que vive às margens dos rios e igarapés da Amazônia não é a mesma da forma de ver a vida de quem mora na cordilheira gelada dos Andes. As culturas são diversas e complementares. No mundo atual, cada vez mais, estão em relação umas com as outras  e dependem de todas as condições da vida, trabalho, saúde, educação, religião, etc…

Como há 50 anos, os bispos latino-americanos, reunidos em Medellín, chamaram a atenção: “Na maioria de nossos países, a falta de integração sociocultural deu origem à superposição de culturas. No campo econômico, implantaram-se sistemas que encaram só as possibilidades dos setores com alto poder aquisitivo” (Cf. Medellín, Doc 1 sobre Justiça, n. 2). “Vivemos uma situação marcada por fenômenos maciços de marginalidade, alienação e pobreza, e condicionada por estruturas de dependência econômica, política e cultural em relação às metrópoles industrializadas que detêm o monopólio da tecnologia e da ciência em uma situação de neocolonialismo (Medellín – Doc 10 sobre Movimentos Leigos, n. 2).

Isso que foi escrito há 50 anos continua atual e até tem piorado. Em todo o continente e especialmente nas regiões mais pobres do Brasil, a chamada cultura de massa propaga valores e padrões dos Estados Unidos. Faz o povo se vestir como norte-americanos, gostar de Mc Donalds, curtir música norte-americana e repetir os mesmos gostos.

Além disso, até agora, ainda há quem identifique cultura com conhecimento acadêmico. Cultura seria sempre erudita. Desse modo, o acesso único à cultura é o livro, a escola, a universidade e o diploma. Mesmo nessa percepção, concede-se que os pobres tenham o que se chama de “culturas populares”. No entanto, essas são consideradas como subculturas, sem os mesmos direitos da cultura de elite, considerada global. Em muitos casos, quem luta pela libertação das classes oprimidas tenta ajudá-las a ter acesso à cultura de elite. Fazer universidade e ter diploma é um direito de todos e, muitas vezes, para a luta dos índios e lavradores, é uma necessidade. No entanto, de vez em quando, ocorre que o oprimido que tem acesso ao mundo dos ricos, ao conquistar ali um lugar social, se torna mais um da elite e às vezes mais afastado da sua origem do que quem nunca foi pobre. O negro educado para ser branco não ajuda a libertação do negro. O índio que se deixa colonizar se torna instrumento do colonizador. A mulher, dominada pelo patriarcalismo se torna instrumento do machismo para que esse domine mais ainda. Por isso, sem negar o direito a qualquer pessoa transpor fronteiras sociais e conquistar espaço nas trincheiras da elite, é necessário pensarmos estratégias nas quais os trabalhadores, índios, negros e todas as categorias oprimidas se tornem autônomos e produtores de cultura a partir de sua própria realidade. Movimentos sociais como o MST e outros têm avançado nesse caminho. A Escola Florestan Fernandes em São Paulo e outras entidades equivalentes, espalhadas por outras regiões do país, produzem educação e cultura. Tomam elementos das ciências da sociedade dominante e os redimensiona. Critica-os e os reinterpreta a partir do olhar e do interesse dos trabalhadores rurais e urbanos, assim como das culturas de base. Em algumas regiões, se esboçam roteiros de “universidades dos saberes populares”. Isso é bom e necessário. De fato,  toda comunidade, cada uma de nossas Cebs, deve e pode ser isso: uma célula do saber popular. Nos tempos do Ministério da Cultura do governo Lula existiam milhares de “pontos de cultura”, espalhados por todos os estados brasileiros. Eles se encontravam nas associações de bairro, em escolas públicas abertas  e nos Centros de Promoção de Direitos Humanos. É claro que isso é um espaço de lutas e de conquistas de autonomia.

2 – Algumas distinções necessárias

 Existe uma cultura considerada “popular” mas que é produzida pela própria elite. A chamada cultura caipira ou matuta ou regionalista pode não ser , de fato, cultura popular no sentido que aqui estamos aprofundando. O popular não pode ser visto simplesmente como falar errado, ser ou parecer ingênuo. A cultura popular, a arte da periferia é diferente do que é simplesmente populista e folclórico. Em todas as regiões do país, muitas piadas do anedotário propagam essa imagem reduzida do popular. Algumas brincadeiras e danças joaninas ficam apenas nesse nível e certas músicas caipiras não passam disso. Há uma música sertaneja ou regional que revela um olhar próprio a partir da sensibilidade do sertanejo e da realidade própria da vida do lavrador. Algumas são culturalmente conservadoras, ao expressarem uma visão de mundo ainda patriarcal, preconceituosa com certos valores morais, mas ela é potencialmente comunitária e a sua perspectiva é de valorização do pobre, do sertanejo e de sua cultura. Oferece uma visão de natureza que vai além do mercado. Por isso, tem um valor profundo (Ver músicas de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Elba Ramalho, etc). Não é o caso de músicas produzidas comercialmente  por duplas de classe média urbana que satirizam e simplesmente tentam padronizar o que seria uma subcultura sertaneja do interior de São Paulo e do sudeste brasileiro. Do mesmo modo, existe uma cultura gaúcha vinda dos pampas que tem sua origem nos povos indígenas, (raízes guarani) e dialoga com a cultura dos lavradores.  Ela tem histórias e tradições como a do Negrinho do Pastoreio, a tradição de Sepé Tiaraju e uma relação com a região misionera, assim como guarda uma herança do Contestado e dos movimentos messiânicos (muckers, etc)[3]. É totalmente diferente de uma pretensa cultura gaúcha, espalhada pelos chamados Centros de Tradição Gaúcha (CTG) que apregoam a cultura do gaúcho violento e superior a negros e índios e eternizam a imagem da mulher submissa (a prenda). Em alguns lugares, Cultura e arte parecem sinônimos de tradições. E têm uma cara de tradicionalista, fechado ao hoje e até elitista…

3 – Olhar a partir do outro lado…

Para uma reapropriação profunda das culturas populares e do lazer vivido do jeito próprio das periferias, é necessário uma reviravolta na forma de olhar a vida e seus valores. Por exemplo, vivemos uma grande crise estrutural no que diz respeito ao trabalho. Um mundo de desempregados em uma sociedade na qual o emprego (ou mesmo trabalho informal), além de representar a necessária sobrevivência, significa a autonomia e quase a dignidade social. Quantas vezes, as pessoas desempregadas se deprimem, não somente porque não têm dinheiro e sim porque passam a se sentir incompetentes, em um mundo no qual a meritocracia é a chave do sucesso. Além de serem vítimas de uma injustiça social profunda, ainda se punem a si mesmos e se deprimem. Na Europa, Domenico de Masi e outros estudiosos da sociedade, falaram em “ócio criativo”[4].  Já no século passado, Paul Lafargue contestava a noção marxista de trabalho e na França publicava o Direito à Preguiça (1883)[5]. Nos anos 30 do século XX, Bertrand Russel publicava o “elogio ao ócio”[6]. Todas essas reflexões são pertinentes, mas o ponto de vista é europeu e erudito.

Na Itália do final do século XIX, Carlo Collodi elaborou uma história que fez sucesso em todo o mundo. O carpinteiro Geppetto faz um boneco de madeira e o chamou de Pinóquio. Pinóquio adquiriu vida e inteligência e era muito malandro. Um dia, os dois estavam em um barco e foram engolidos por uma baleia. No ventre da baleia, Geppeto sente que vai morrer. Pinóquio o coloca nos ombros na posição que aqui no Brasil, chamávamos antigamente de macaquinho e salva o seu pai. Isso é simbólico. A obra de arte ou se pode dizer, o brinquedo, salva o artesão. A arte e o lazer dão uma dimensão nova de vida ao trabalhador.

No Brasil, em 1960, Ariano Suassuna escreveu a peça teatral “A farsa da boa preguiça”[7]. Ela foi encenada pela primeira vez no Teatro Popular do Nordeste (1961) e a Rede Globo a transformou em telefilme em 1995. Trata-se da história do pobre Joaquim Simão, casado com Nevinha. Esse homem tem três problemas que tomam conta de toda a vida dele. Por ordem, seriam: preguiça, poesia e mulher. A um determinado momento, ele se expressa:

“E eu trabalho: penso, escrevo,

invento, na Poesia,

crio histórias para os outros,

espalho alguma alegria,

espanto a treva do Mundo

que em meu sangue se alumia,

dou beleza ao crime e ao choro…

É pouco, mas tem valia!”

A peça divulga o direito do pobre à preguiça e à poesia. Mas, o que a outros aparece como preguiça é fonte de arte, beleza, poesia e lazer. No Nordeste, se revaloriza a beleza criativa da Literatura do Cordel. Em algumas escolas, o lazer contribui de forma essencial ao aprendizado dos jovens, principalmente, de grupos considerados excepcionais.

Em meio à realidade duríssima e cruel dos morros do Rio de Janeiro e outras cidades, jovens moradores das periferias, a maioria constituída de negros, formam grupos de hip-hop, conjuntos musicais que protestam contra as injustiças. Através das composições musicais e pela internet, criam redes de segurança e apoio mútuo. São formas novas de resistência a partir da cultura e da arte, especificamente da dança, do teatro e da música. Grupos de música funk e hip-hop que ensinam a adolescentes dos morros capoeira, danças de resistência de luta que lhes dão um sentido de disciplina e de ação comunitária que nem a escola nem as Igrejas sabem dar. Seria fundamental que conseguíssemos descobrir no lugar onde vivemos grupos assim para nos comunicar, nos inserir e apoiar essa juventude rebelde e libertadora.

4 – É uma questão de espiritualidade

É preciso reconhecer em toda iniciativa de arte e de lazer uma dimensão espiritual. Na caminhada de libertação, é preciso lutar por  abrir a todos os espaços e eventos de cultura em nossas cidades. Isso é importante porque é a luta por uma sociedade mais justa e democrática. No entanto, ao mesmo tempo, o mais importante é garantir a possibilidade de que as pessoas e grupos exerçam com liberdade a sua capacidade artística e de criatividade. Hoje temos no Brasil inteiro, a força de tantas expressões maravilhosas das culturas afrodescendentes. No entanto, até poucas décadas, as comunidades negras eram proibidas de se expressar através dos tambores, da capoeira e de outras manifestações culturais e artísticas. Se elas sobreviveram e hoje são fortes foi pela desobediência às leis e pela teimosia e coragem de se afirmar. Todos precisamos disso. Precisamos insistir nas culturas rebeldes e no lazer como direito de todos. E lazer próprio. A maior colaboração que se pode dar a uma pessoa que se sente oprimida ou excluída é despertar nela sua criatividade. É apoiá-la em qualquer iniciativa que ela possa tomar para expressar sua música interior, sua dança pessoal e sua alegria de viver. É claro que, para isso, nós mesmos precisamos assumir esse caminho como percurso espiritual. Provavelmente, a maioria de nós foi formada em uma concepção de espiritualidade muito rígida, sisuda e pouco aberta ao lazer. Muitas vezes, nossas Igrejas são pensadas como lugar de muita seriedade e é difícil encontrar uma Igreja da qual possamos dizer: “que ambiente alegre e criativo”. No entanto, em todas as grandes religiões, há danças circulares de muita alegria e afetuosidade;  há festas diferentes de solenidades e de espetáculos. O espetáculo é algo a ser assistido como plateia. A solenidade é cerimônia que exige formalidade. A festa, ao contrário, é marcada pela espontaneidade e pela alegria. Nos anos 70, ao começar um caminho com a juventude, o irmão Roger Schutz, então prior da comunidade de Taizé, escreveu: “Para que a tua festa seja sem fim”. Ele começava o livro com a seguinte reflexão:

“E se a festa desaparecesse da convivência humana… Se, uma manhã qualquer, nós despertássemos em uma sociedade bem organizada, muito funcional, saciada, mas ao mesmo tempo esvaziada de sua espontaneidade… Se a oração dos cristãos se tornasse um discurso apenas cerebral que esvaziasse o sentido do mistério e não desse mais lugar para o corpo, a intuição e a afetividade….”[8].

Até hoje, as comunidades judaicas celebram, a cada ano, a festa da Simcat Torá, a Alegria da Lei. Nela, os rabinos tomam nas mãos os rolos da Torá e dançam, dançam, brincam e bebem até não suportar mais. Na Idade Média, alguns místicos desenvolviam essa espiritualidade do lazer, da alegria e até compreendiam a espiritualidade do modo como os antigos monges a definiam: “vacare Deum”. Hoje, poderíamos traduzir por “recrear com Deus”. Santa Mectildes, abadessa beneditina da Idade Média, dizia: “Deus conduz a criança que existe dentro de nós de maneira maravilhosa. Deus leva a alma a um local secreto e brinca com ela. Deus afirma: “Eu sou teu companheiro de brinquedos. Tua infância é a companhia para meu Espírito. Conduzirei a criança que existe em ti nas formas maravilhosas, pois te escolhi.”[9].

Tanto a sensibilidade artística, como a abertura a outras culturas como uma profunda espiritualidade pede de nós algumas atitudes fundamentais que são como caminhos de transformação interior em uma linha que os orientais antigos chamavam de “divinização”. Vou apenas elencar aqui alguns desses degraus do caminho da intimidade com Deus através do diálogo intercultural, da arte e do lazer. Tomem nota e comecem, se quiserem, a praticar:

1o – Desenvolvam uma sempre maior capacidade de admiração – de maravilhar-se com as pessoas que você encontra, com os acontecimentos que você vive e com as coisas que você vê. Aprenda a vibrar interiormente com tudo o que pode lhe dar alegria e prazer. Uma outra santa medieval dizia que, em cada pessoa que você encontra e em cada ser da natureza, você sempre pode descobrir “um espelho da beleza divina do Espírito, um reflexo do Divino Amor que brilha e resplandece”[10].   Disso resultam três atitudes que são como que princípios fundamentais de uma espiritualidade da arte, do lazer e do diálogo intercultural:

1 – Esteja aberto a sempre se apaixonar. Seja uma pessoa enamorada e que se abre aos outros participarem do seu encantamento permanente pelas pessoas, pela vida e pela natureza.

2 – Aceite que as dores vindas da luta e das resistências que você encontrar nesse caminho sejam dores. Não as disfarce. Assuma e procure sempre aprender com elas.

3 – Nunca tenha medo de criar – Ser criativo/a é participar do próprio modo de Deus ser: amor sempre capaz de criar.

Na Nicarágua sandinista, Ernesto Cardenal, ministro da Cultura dizia: “O importante é não ser consumidor/a de cultura e sim criador/a permanente de cultura, arte e lazer”. E aí sim podemos viver o que Jesus nos recomendou: “Sejam perfeitos/as (inteiros/as e maduros/as) como Deus é perfeito, ou seja completo” (Mt 5, 48).

 

[1]  – Sobre esse filme ver na internet: www.cineplayers.com/filme/ladroes-de-cinema/8402

[2] – Ver COMPÊNDIO DO VATICANO II, Constituições, Decretos, Declarações, Petrópolis, Vozes, 1987, pp. 204- 205.

[3] – Sobre isso, ver SUSIN, LUIZ CARLOS, Viver, contar e pensar, Porto Alegre, ESTEF, 2009.

[4] Cf. DOMENICO DE MASI, O ócio criativo, São Paulo, Sextante, 1995.

[5] – No Brasil, o livro foi publicado pela Ed. Claridade (São Paulo) em várias edições a partir dos anos 80.

[6] – Cf. BERTRAND RUSSEL, O elogio ao ócio, São Paulo, Sextante, 2002.

[7] – Cf. ARIANO SUASSUNA, A farsa da boa preguiça, Rio de Janeiro, José Olympio Ed, 1974.

[8] – F.ROGER, PRIEUR DE TAIZÉ,  Ta fête soit sans fin, Les Presses de Taizé, 1971, p. 9.

[9] – Cf. MATTHEW FOX, A vinda do Cristo Cósmico, Rio de Janeiro, Ed. Nova Era, 1991, p. 134.

[10] – Cf. MATTHEW FOX, La Spiritualità del Creato, Manuale di Mistica Ribelle, Verona, 2016, Gabrielli Editori, p. 38.

 

 

Movimento dos Artistas de Rua de Londrina (MARL)

Surgiu com o objetivo de reunir artistas de todas as áreas que desenvolvem o seu trabalho em espaços públicos.

 

Marcelo Barros

Monge beneditino, escritor e teólogo.

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