Seminário Vidas Ameaçadas: luta e resistência no campo e na cidade

Resistir é também avançar, avançar na denúncia dos opressores e reivindicar justiça.

O Seminário Vidas Ameaçadas: luta e resistência no campo e na cidade, que teve sua realização adiada em razão da greve dos caminhoneiros,  acontece neste dia 22 de agosto, a partir das 8h, no Auditório da Biblioteca Setorial do CCH, UFMA/Bacanga, em São Luís.

O Seminário segue no propósito de reafirmar as histórias de resistência de comunidades ameaçadas no campo e na cidade, e denunciar a perpetuação dessas ameaças a camponeses, pessoas das periferias, quilombolas, indígenas, quebradeiras de coco, enfim, aos atingidos pelo avanço de um cenário de retrocessos e de conservadorismo que procura revisar a História e dela apagar as resistências, além de prosseguir no extermínio, no genocídio, no racismo contra as populações geralmente em nome de um desenvolvimento que, em vez de paz, fartura, segurança e tranquilidade, gera opressão, expulsão, miséria, assassinatos e ameaças.

Dele devem participar comunidades da Ilha do Maranhão e do interior do Estado, que virão narrar suas resistências e denunciar as ameaças, que contam muitas vezes com o apoio do aparato estatal para se concretizarem.

Além da resistência e da denúncia política desses casos, o Seminário terá também uma mostra cultural que servirá para demonstrar como a reprodução da cultura significa a manutenção da vida nos territórios.

Na manhã do dia 22, a programação privilegiará os relatos dos ameaçados. À tarde, todos devem participar da caminhada Vidas Ameaçadas, que seguirá até o Centro Histórico de São Luís.

O ponto de partida para a realização do Seminário foram os ataques à memória de mártires como a missionária Dorothy Stang e Padre Josimo, assassinados por defenderem comunidades ameaçadas. A partir daí, pensou-se em ir além, e demonstrar que resistir é também avançar, avançar na denúncia dos opressores e reivindicar justiça. Nessa perspectiva, também será lembrado o ataque recente ao padre Amaro, que passou meses na prisão no Pará na tentativa de silenciarem sua voz.

 

Julgamento em Viana

Além da programação em São Luís, os participantes estarão acompanhando os acontecimentos também em Viana, pois no  dia 22  irá a julgamento um dos responsáveis pelo assassinato do líder Flaviano Pinto Neto, da comunidade do Charco, em São Vicente Férrer, Baixada Maranhense.

Os participantes seguirão atentos o desenrolar do julgamento e cobrarão durante o Seminário que seja saciada a fome de justiça em relação a Flaviano e ao Charco.

Inf da web.

Fotos Antonia Calixto

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