CARTA DE APOIO AO PAPA FRANCISCO DA AMPLIADA DAS CEBs DO RIO GRANDE DO SUL/BRASIL

“Ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16) e “se eles se calarem, as pedras gritarão” (Lc 19, 40)

No encontro da Ampliada das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Rio Grande do Sul, 15 e 16 de setembro de 2018, sentimo-nos SUJEITOS na Igreja em Saída, “Sal da Terra e Luz no Mundo” (Mt 5,13-14), como membros da mesma Família, animadas/os pelo mesmo Espírito, e agraciadas/os com uma rica diversidade de dons (1Cor 12,12ss), e em profunda comunhão contigo, nosso Irmão e Pastor, colocando-nos, com cada vez mais alegria e ousadia, a serviço do projeto de Jesus de Nazaré, o nosso Messias, na superação das intoleráveis desigualdades sociais e de todo tipo de violências, para que haja muita vida para todos e todas.
Sabemos que a opção pelos pobres e com os pobres pela justiça é sim uma bem-aventurança, e a tens vivido com muita paixão e coragem, assumindo todos os riscos que implica, o que faz da tua vida e da tua prática pastoral uma vigorosa luz a acalentar a nossa esperança num mundo profundamente ferido por tanta opressão e tantas injustiças. Experimentamos também em nossa carne, em nosso país, o que significa sermos PROTAGONISTAS comprometidas/os com a transformação, em tempos sombrios de golpes contra a Democracia e de cruel destruição de Direitos.
Sabemos que neste momento dramático, em que estão em risco o presente e o futuro não só de nossa nação, mas da própria humanidade, não é possível “lavar as mãos”, nos omitir, nem buscar refúgio na neutralidade. O momento exige solidariedade com os empobrecidos, oprimidos e marginalizados. E nisto tens sido exemplar, no que te prestamos a mais irrestrita solidariedade, com preces muito confiantes, para que o Espírito de Deus te ilumine e conduza nesta hora em que a humanidade tanto precisa do testemunho da misericórdia sem limites e da ousadia profética que mantenha viva a esperança de que nada, por mais grave que seja, pode impedir a vitória da vida e da liberdade.
Anima-nos a certeza de que esta crise é também um tempo oportuno de salvação, como nos tens lembrado insistentemente, para impulsionarmos alternativas, que coloquem a dignidade humana como centro de qualquer projeto e a proposta da PARTILHA da mesa como o CAMINHO da VIDA: uma economia a serviço dos povos, com justiça e paz, em interação respeitosa com a irmã e mãe Terra, testemunhado pelas primeiras Comunidades de Base, em contraposição a uma economia que mata, pois tem como estômago o lucro sem fim e a ganância sem limites como seu coração.

Que Maria, mãe Aparecida, nos anime e ilumine nesta caminhada rumo à Terra Sem Males.

Participantes da Ampliada das CEBs do Rio Grande do Sul

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