Autor: Leoni Alves Garcia

Frei Paulo Xavier Ribeiro: “a religiosidade popular recupera aquilo que o povo tem de mais profundo na sua alma”

Frei Paulo Xavier Ribeiro: “a religiosidade popular recupera aquilo que o povo tem de mais profundo na sua alma”

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A importância dessa religiosidade na vida do povo é fundamental, é uma recuperação mesmo daquilo que tem de mais profundo na sua alma, no seu ser, que é exatamente o transcendental, aquilo que liga você ao sobrenatural, e passa exatamente pelas pessoas, pelo padroeiro. A religiosidade popular é um elemento fundamental na vida da Igreja católica na Amazônia, um fenômeno que não aparece só no interior, mas também nas cidades. Essa dimensão pode contribuir para os novos caminhos da Igreja na Amazônia, como recolhe o Documento Preparatório do Sínodo. Frei Paulo Xavier Ribeiro, é pároco da Paróquia de São Sebastião de Manaus, que está celebrando seu novenário nesses dias, uma das festas que mais devotos congrega na capital manauara. O tema da festa de 2019 é o
Nós temos um sonho.

Nós temos um sonho.

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O sonho de ver o mundo superar as divisões raciais e sociais que ainda tornam esta terra um vale de lágrimas e injustiças. Para todos os que trabalham pela justiça e pela paz entre os povos e pela igualdade entre todos os seres humanos, este dia (15 de janeiro) é marcado pela memória do pastor negro Martin-Luther King que, há 50 anos, conduzia nos Estados Unidos a luta da população negra pela igualdade social e por seus direitos civis. Enquanto ele vivia, a grande mídia norte-americana tentou destruí-lo de todos os modos possíveis. Depois que ele foi assassinado, fez dele um herói. O dia do aniversário de seu nascimento, 15 de janeiro, foi consagrado como feriado nacional, celebrado sempre na terça segunda feira de janeiro (neste ano, será no próximo dia 21). Nesse
Desafios para os próximos tempos: Ivo Lesbaupin

Desafios para os próximos tempos: Ivo Lesbaupin

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"As políticas anunciadas nestes primeiros dias expressam ataques ao que mais valorizamos: os direitos humanos, os direitos trabalhistas, dos povos indígenas, dos quilombolas, à igualdade racial, à dignidade da população LGBTI."  Ivo Lesbaupin é um conhecido sociólogo, com doutorado na França e sempre inserido nos movimentos sociais. Esta análise publicada em 10 de janeiro de 2019, é pertinente face ao que estamos vendo e  vivendo. Objetivo, crítico mas também com indicações práticas para a resistência e o avanço na sociedade brasileira, submetida a um governo claramente de ultra-direita e fundamentalista de cariz religioso e com projetos governamentais que ferem direitos e ameaça os mais vulneráveis. Este texto serve para a reflexão e como preparação de como devemos
A restrição crescente à migração legal escancara as feridas e cicatrizes da mobilidade humana

A restrição crescente à migração legal escancara as feridas e cicatrizes da mobilidade humana

- SULÃO, Artigos, Destaque, Destaque News
"É importante resgatar a dignidade do migrante, não só sanar as feridas sociais, mas fazer com que a cura também aconteça diante das feridas pessoais” No dia 11 de janeiro de 2019, o sacerdote scalabrino, Pe. Alfredo J. Gonçalves, apresentou no auditório do teatro Tuca da PUC-SP a segunda parte de sua conferência com o tema “Migrantes: feridas e cicatrizes – panorama nacional e internacional das migrações”. Destacou que existe um binômio entre urbanização e migração, principalmente quando o impacto migratório se acentua e gera uma urbanização acelerada e periférica. Segundo ele “Não se trata de um crescimento urbano programado, mas sim, de cidades que incham, sem infraestrutura e extremamente acelerada”. De acordo com os dados do último Censo Demográfico de 2010, divulgado pelo
Painel do 32º Curso de Verão, por Guto Godoy Retrata  Crise migratória.

Painel do 32º Curso de Verão, por Guto Godoy Retrata Crise migratória.

- SULÃO, Destaque, Destaque News
“É uma imagem que nos machuca, mas que não pode nos deixar só no luto. Precisamos que situações como estas nos deem força pra lutar e para que elas não se repitam”. “Por uma cidade acolhedora: somos todos migrantes”.  Aylan Kurdi, menino sírio de 3 anos encontrado morto em praia da Turquia, em 2015, e que se tornou símbolo da crise migratória mundial, é o elemento central do Painel do Curso de Verão 2019, assinado pelo artista popular brasileiro Guto Godoy.O autor, que atualmente cursa arte em Roma, na Itália, afirma que procurou fazer uma síntese dos processos migratórios da atualidade, mas sem esquecer os anteriores.Ressignificar uma imagem tão triste foi o objetivo de Guto: “É uma imagem que nos machuca, mas que não pode nos deixar só no luto. Precisamos que situações c
O surgimento de cristãos de segunda categoria (o laicato na Igreja e no mundo 5)

O surgimento de cristãos de segunda categoria (o laicato na Igreja e no mundo 5)

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“por sua essência, a Igreja é uma sociedade desigual, a saber, uma sociedade que comporta duas categorias de pessoas, os pastores e o rebanho... somente nos pastores residem o direito e a autoridade necessários para promover e dirigir todos os membros para o fim da sociedade. Quanto à multidão, ela não tem outro dever que deixar-se conduzir e seguir seus pastores como rebanho dócil”.  Uma classe de cristãos separada do clero aparece na Igreja no início do séc. III e se consolidará no séc. IV. Coincide com a estratificação do clero em bispos, presbíteros e diáconos, que passam a se distanciar dos fiéis não-ordenados, formando uma categoria de cristãos à parte, que se sobrepõe à outra conformada por leigos e leigas. A configuração da Igreja no binômio clero-leigos Nos primórd
“Em busca do direito, da justiça e da paz” Dom Murilo: “Porte de armas não é o tema mais urgente que precisamos debater neste momento”

“Em busca do direito, da justiça e da paz” Dom Murilo: “Porte de armas não é o tema mais urgente que precisamos debater neste momento”

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Em seu artigo intitulado “Em busca do direito, da justiça e da paz”, dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador e vice-presidente da CNBB, diz que é preciso reconhecer humilde e realisticamente que os problemas do Brasil são muitos e graves, e em qualquer campo. “Mais do que nunca é necessário um grande mutirão, envolvendo o maior número possível de pessoas para enfrentá-los. Mesmo que consigamos a adesão de muitos – isto é, de pessoas capazes para atacar tais problemas e imbuídas de boa vontade -, precisamos escolher prioridades”, afirmou o bispo. De acordo com ele são critérios para essa escolha perguntas do tipo: ‘Quais são nossos problemas mais importantes?’ ‘Quais os que provocam maiores consequências?’ Que iniciativas devem ser tomadas para se atacar suas causas?’. Se não
Curso de Verão aborda situação dos migrantes no Mundo  Saída do Brasil do Pacto de Migração da ONU está entre os temas abordados

Curso de Verão aborda situação dos migrantes no Mundo Saída do Brasil do Pacto de Migração da ONU está entre os temas abordados

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“A participação no Pacto Mundial de Migração da ONU seria um passo importante para o processo de inclusão dos imigrantes. Eles precisam de apoios como este, afinal sofrem com os aspectos socioeconômicos que dificultam a sua sobrevivência”. Na semana em que é oficializada a retirada do Brasil do Pacto Mundial de Migração da ONU (Organização das Nações Unidas), o CESEEP (Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular) dá início ao 32º Curso de Verão, provocando uma reflexão sobre a situação dos migrantes no Mundo. Com o tema “Por uma cidade acolhedora: Somos todos Migrantes”, a iniciativa começou na quarta-feira, dia 9, e será realizada até o dia 17 de janeiro, nas dependências da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo. Segundo a coordenadora do Curso de Verão
Espiritualidade em tempo de crise – Frei Beto

Espiritualidade em tempo de crise – Frei Beto

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Tempos de crise requerem a espiritualidade do grão de mostarda: pequeno e insignificante, mas dele pode brotar o que, no futuro, mudará o rumo da história. “O Brasil parece, hoje, uma pessoa atropelada por um caminhão e que, apesar de graves ferimentos, escapa viva. Machucados e maculados estão a política, a ética, a cidadania, a representação parlamentar, embora a economia dê sinais de recuperação, malgrado os 14 milhões de desempregados. Dizia Santo Agostinho que a esperança tem 2 filhas diletas: a indignação e a coragem. A indignação, para contestar o que não está bem. A coragem, para mudar a situação. Frente a tão nefasta conjuntura, associada à crescente violência (homicídios, assaltos, drogas), a nação reage com indignação (em conversas e redes digitais) e apatia (nas ruas e
Sangue indígena: nenhuma gota a mais

Sangue indígena: nenhuma gota a mais

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Trinta anos depois de aprovada a Constituição Federal de 1988, que trouxe o respeito à identidade cultural dos povos indígenas e ao direito sobre as terras que tradicionalmente ocupam, nós continuamos sofrendo ameaças. A mais recente, ​cometida pelo novo governo de Jair Bolsonaro, se deu com a Medida Provisória (MP) n.º 870/2019 e os decretos assinados pelo presidente para reorganizar a estrutura e as competências ministeriais que deixaram, deliberadamente, graves lacunas nos instrumentos e políticas socioambientais. Com a MP 870, o Presidente ​transfere para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento​ (Mapa) a identificação, delimitação, reconhecimento e demarcação das Terras Indígenas (TIs), esvaziando a Fundação Nacional do Índio (Funai). Nos últimos anos,​ a conj