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Leigos e leigas membros do povo, não da plebe (O laicato na Igreja e no mundo 4)

Leigos e leigas membros do povo, não da plebe (O laicato na Igreja e no mundo 4)

- SULÃO, Artigos, Destaque, Destaque News
 Ainda que nem todos exerçam o mesmo papel no seio da comunidade, todos os batizados se consideram eleitos para dar continuidade à obra de Jesus, que é o Reino de Deus. Nos três artigos anteriores, em grandes linhas, apresentamos a situação dos leigos e das leigas na Igreja e no mundo, hoje. Agora, nos quatro artigos que seguem, abordaremos sua vocação e identidade. Comecemos pelo significado do termo “leigo” e as razões do surgimento do laicato no seio da Igreja - cristãos de “segunda categoria”, tudo o que Jesus não queria. A evocação do termo “leigo” na Igreja A distinção e separação entre clero e leigos surgiu na Igreja durante o século III e se consolidou no século IV. No seio do cristianismo, o termo “leigo” aparece pela primeira vez na Carta de Clemente de R
MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 52º DIA MUNDIAL DA PAZ (1º DE JANEIRO DE 2019)

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 52º DIA MUNDIAL DA PAZ (1º DE JANEIRO DE 2019)

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A boa política está ao serviço da paz. 1. «A paz esteja nesta casa!» Jesus, ao enviar em missão os seus discípulos, disse-lhes: «Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: “A paz esteja nesta casa!” E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não, voltará para vós» (Lc 10, 5-6). Oferecer a paz está no coração da missão dos discípulos de Cristo. E esta oferta é feita a todos os homens e mulheres que, no meio dos dramas e violências da história humana, esperam na paz.[1] A «casa», de que fala Jesus, é cada família, cada comunidade, cada país, cada continente, na sua singularidade e história; antes de mais nada, é cada pessoa, sem distinção nem discriminação alguma. E é também a nossa «casa comum»: o planeta onde Deus nos colocou a morar e do qual somos c
ESPERANÇAR: Sonhos, Amor e Utopias para 2019.

ESPERANÇAR: Sonhos, Amor e Utopias para 2019.

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Não pode haver esperança sem ação. É preciso descer para ir de encontro à realdade que nos espera para o ano vindouro. Em um ano que termina com muita luta e resistência, 2019 se aproxima. Para o povo de Deus, é tempo de esperançar, de unir o povo em um grande levante libertário e partir para as trincheiras amorosas da utopia. Não é tempo de lamentar, de desanimar, de se esconder na caverna, mas de nos enchermos da alegria e esperança no Espírito, que nos dá o combustível que gera força para os enfrentamentos que estão por vir. Sabemos que 2018 foi um ano muito difícil. Estamos vendo nossos trabalhadores e trabalhadoras tendo seus direitos retirados de forma brutal. Em 1 ano, houve um aumento de quase 2 milhões de brasileiros em situação de pobreza (IBGE), também o aumento da violência
Para que esse ano possa ser novo. Marcelo Barros

Para que esse ano possa ser novo. Marcelo Barros

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Sem dúvida, as transformações sociais e políticas virão não de governos e sim da sociedade civil e dos movimentos do povo organizado. Só o ser humano é capaz de contar o tempo. Na natureza, há animais capazes de pressentir se vai chover ou estiar. Ao despontar da madrugada, o galo canta. Ao mudar das horas, o jumento relincha. No entanto, somente a humanidade faz história e, assim, faz do futuro (aquilo que há de vir) possibilidade do novo. Há pessoas que pensam: “o tempo resolve”. Infelizmente, isso não é verdade. A passagem do tempo não acarreta por si mesma e mecanicamente mudança para melhor. O que faz o tempo ser fecundo de algo novo é o amor. Celebrar o ano novo pode significar isso: colher as sementes de bondade espalhadas na terra durante o ano passado e garantir que sejam semea
Ano Novo, Vida Nova: eis aí aquele país de volta! João Santiago

Ano Novo, Vida Nova: eis aí aquele país de volta! João Santiago

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Um Ano Novo se aproxima e com ele muitas novidades. Nem sempre tão novidades assim porque, assim como da mentira não pode brotar a verdade, jabuticabeira não dá laranja. Algumas destas mudanças, a gente já pode senti-las e vê-las; outras são inevitáveis; têm várias que grande parte do povo “pediu”. E, numa “democracia”, o povo pediu é atendido; e, estas e muitas outras são promessas de campanha. Pois bem, estamos finalmente “livres” dos missionários doutrinados, disfarçados de médicos de Cuba! Ou alguém pode levar a sério, médico que vai, mais do que isso, escolhe ir para o município de Salitre, no Ceará? Ou para Ananindeua no Estado Pará?  Ou alguém pode chamar de médico a uma pessoa que abraça o paciente? Negro, pobre, desdentado, e, que nem tem convênio? Alguém que deixa a maior part
2019: ESPERAR OU ESPERANÇAR? José Neivaldo de Souza

2019: ESPERAR OU ESPERANÇAR? José Neivaldo de Souza

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“Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa? (...) Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal.” (Mt 6,25; 34). Final de ano é tempo de festa, mas também de reflexão. Festa porque há o sentimento de que estamos fechando um ciclo; a vida é feita de ciclos, em todos os sentidos, físicos, psíquicos e espirituais. É tempo de reflexão porque há uma tendência de esperar que o novo tempo nos traga saúde, segurança, riqueza e amor. É sobre esta esperança que devemos refletir. Sêneca, no século I, em uma de suas cartas ao amigo Lucílio, escreveu sobre a futilidade de planejar a vida. Não sou estoico o bastante para me desfazer do futuro, mas concordo que geralmente as decis
É NATAL: Boas Novas  de  Alegria, Nasceu um  Menino Libertador na Periferia

É NATAL: Boas Novas de Alegria, Nasceu um Menino Libertador na Periferia

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"Nascia um Deus pobre e para os pobres. Não tinha onde repousar a cabeça, sujeito livre de propriedade privada, de bens acumulados." Nasceu um menino revolucionário na periferia. Um menino refugiado político, filho de uma corajosa mãe solteira que fugiu para escapar do horror do genocídio de crianças pobres da palestina sob opressão de Herodes. Menino pobre, filho de camponeses, sua estalagem foi em um estábulo, lugar onde se colocava alimentos para os animais. Da periferia da Galileia vem a libertação do seu povo. Jesus nasceu em um contexto de exploração, preconceito e exclusão dos mais pobres. Certamente desde menino Jesus viu a exploração dos trabalhadores, a violência contra as mulheres, a exclusão dos que tinham doenças contagiosas, as crianças famintas, a concentração de renda do
Ameaças contra o Povo Karipuna, colocam em risco sua vida e seu futuro como povo. CIMI

Ameaças contra o Povo Karipuna, colocam em risco sua vida e seu futuro como povo. CIMI

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"Ninguém tem liberdade para andar no território, nem para  colher frutas do mato, colher um remédio do mato,  irem caçar, irem pescar, porque eles correm o risco de serem mortos pelos invasores dentro do território." O descaso com os povos indígenas está se tornando uma dinâmica cada vez mais presente na realidade brasileira. O poder político, aliado com o poder econômico, que se faz presente através do agronegócio, das madeireiras e das mineradoras, e que ninguém pode esquecer é o grande inimigo dos povos indígenas, tem criado um clima de medo e incertezas nos povos originários e naqueles que os apoiam, com a omissão do poder judiciário. Nesse sentido, o Conselho Indigenista Missionário de Rondônia mostra sua preocupação com a situação que está vivendo o Povo Karipuna. Há menos de t
O Natal subversivo de Jesus de Nazaré

O Natal subversivo de Jesus de Nazaré

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“Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.” (V6-7). Texto Base: Lucas. 2. 1- 40 Foi na periferia, em uma pequena cidade da Judeia que nasceu o menino pobre, refugiado, libertador, vítima da opressão do império romano, filho de José e Maria, desprovido de propriedade privada, pois não tinha onde reclinar a cabeça. Foi levado por seus pais de Nazaré da Galileia para a Judeia, para uma pequena cidade chamada Belém, pois seu pai era da casa de Davi, de linhagem real. Era tempo de alistamento em sua terra natal, uma obrigação para o seu pai José. Jesus Nasceu em um lugar simples, entre os pobres, sem as regalias de um rei, sem
A gravidez desse Natal. Marcelo Barros

A gravidez desse Natal. Marcelo Barros

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O encontro afetuoso de duas primas grávidas faz eclodir ao mundo a alegria da salvação... Pena que até hoje muitos bispos, padres e pastores da Igreja admiram Maria e Isabel, mas não percebem nelas e na gravidez que elas trazem o sinal de que a nova aliança de Deus conosco tem de ser marcada pelo protagonismo da mulher. Nesse 4º domingo do Advento, o evangelho nos revela Maria, como figura da espera messiânica. Nesse ano C, nos faz retomar a cena da sua visita à prima Isabel (Lucas 1, 39 – 45). Na espiritualidade do Catolicismo popular antigo, o povo celebrava nesse domingo Nossa Senhora do Ó (por causa das antífonas maiores que se cantam nas vésperas desses dias da Semana Santa de Natal que começam todas pela invocação Ó) ou ainda Nossa Senhora do Bom Parto (a liturgia romana antiga