Entrevista

Noviças indígenas: “Nossa cultura é muito importante, nós viemos carregando-a para a vida religiosa”.

Noviças indígenas: “Nossa cultura é muito importante, nós viemos carregando-a para a vida religiosa”.

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Sínodo:  Tempo de "escutar a voz de todos os povos, de modo especial os indígenas...  estamos diante da oportunidade de também evangelizar outras culturas”, pois também temos a espiritualidade que nos faz enxergar a vida, que nos chama ao cuidado da vida..." Na Igreja da Amazônia, aos poucos vão se fazendo presentes as vocações nativas. Isso está ajudando a fazer realidade uma Igreja com rosto amazônico e rosto indígena. Juciele Aguiar Moura, Catiana da Silva Menezes e Rigoberta Mota Duarte são três jovens do povo tukano, noviças da Congregação das Catequistas Franciscanas. Nascidas no Triângulo Tukano, no município de São Gabriel da Cachoeira, na região da Cabeça do Cachorro, Dhuigó, Pirõ Duhio y Ye'pario, pelo nome de benzimento  indígena, vêem na cultura e espiritualidade de seu pov
Guaracema Tupinambá: “Para falar de ministérios teríamos que nos despir dos modelos que nós temos, fechados nos sacramentos”.

Guaracema Tupinambá: “Para falar de ministérios teríamos que nos despir dos modelos que nós temos, fechados nos sacramentos”.

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As ovelhas desgarradas não são aquelas que saíram do rebanho, são aquelas que estão a margem  e que não foram incluídas no rebanho. O Sínodo da Amazônia é considerado pela irmã Guaracema Tupinambá como “o jeito da Igreja ouvir a voz dos povos da região, os povos nativos, as populações mais vulneráveis”. Mas, além de tudo, o mais importante é desenvolver uma metodologia que leve a escutar de verdade, a “ouvir com o coração... e ouvir os clamores do povo”. A provincial das Cônegas de Santo Agostinho, reconhece que na Amazônia a gente encontra uma “vida ameaçada em todos os sentidos”. O domínio do “mercado que transforma tudo em mercadoria e em dinheiro, sem dar oportunidade para que essas populações consigam viver da sua maneira, com seus valores, com suas culturas, com suas místicas, co
Papa Francisco, o filho do Concilio que se tornou um homem livre

Papa Francisco, o filho do Concilio que se tornou um homem livre

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 “Deixar-se sair, no caso da Igreja, significa ter comprometimento com todas as realidades de dor, de guerra, de sofrimento, de migrações – Andrea Grillo” Papa Francisco não é o tipo de pontífice que descumpre os cânones eclesiais, mas os cumpre a seu modo. Filho legítimo do Concílio Vaticano II, Bergoglio, como lembra o professor e pesquisador italiano Andrea Grillo, “celebra as missas conforme mandam os cânones católicos, mas o faz como se fosse um pároco, não tem a ver com o que chamaríamos de missas papais, senão com um sacerdote que inicia o dia concelebrando com as pessoas da comunidade”, descreve Grillo, em entrevista concedida pessoalmente à IHU On-Line, durante o XVIII Simpósio Internacional IHU. A virada profética de Francisco. Sobre as transformações na Igreja Católica, Gril
Igreja e o Mundo dos Pobres.  Pe. José Comblin.

Igreja e o Mundo dos Pobres. Pe. José Comblin.

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 A participação nas CEBs confere um desenvolvimento humano que prepara para saber atuar no mundo superior, ainda que em posições modestas. Acontece a mesma coisa com os sindicatos, os partidos políticos populares ou os movimentos populares. Os dirigentes saem do mundo dos excluídos porque já se capacitaram e entram em comunicação com o mundo dos incluídos. Ainda há uma parte das CEBs que são a Igreja no mundo dos excluídos. Mas essa parte quase não conta na Igreja atual — na vida das dioceses, paróquias e “movimentos”. O mundo dos excluídos veio para ficar. Ele é produzido pelo sistema econômico atual, que vai gerando cada vez mais exclusão. Uma parte da população tem capacidade para entrar no mundo novo da economia, outra parte não. As exigências são cada vez maiores, de modo que a
Berta Cáceres: A jovem indígena que comanda luta por rio sagrado e busca justiça para a mãe assassinada

Berta Cáceres: A jovem indígena que comanda luta por rio sagrado e busca justiça para a mãe assassinada

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“Esta é uma luta pelos direitos de um povo milenar, mas é também uma luta por justiça para minha ‘mami’ e por reparação pessoal.” Ela herdou o nome e a batalha da mãe. Berta Zuñiga Cáceres, de 27 anos, lidera há dois anos a luta da população Lenca de Honduras contra empreiteiras, empresas energéticas e instituições financeiras internacionais para deter um projeto de hidrelétrica que represaria um rio considerado sagrado e essencial para a sobrevivência dessa etnia indígena. É uma luta que já custou a vida da mãe, para quem a jovem agora busca justiça em um país denunciado pela ONG Global Witness como o mais perigoso do mundo para os defensores do meio-ambiente. Berta, a mãe Berta Cáceres, a mãe, era a líder indígena, ambientalista e feminista mais proeminen
Maria Freire: “o fazer teológico, ele só tem beleza se ele estiver com um pé na periferia e um na academia”.

Maria Freire: “o fazer teológico, ele só tem beleza se ele estiver com um pé na periferia e um na academia”.

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"Penso que o teólogo na periferia da vida, pode ler as experiências com um olhar de Deus, mas também fazer a experiência." Maria Freire é religiosa da Congregação do Imaculado Coração de Maria, onde no mês de dezembro assumiu o serviço de provincial. Mas ela tem dedicado a maior parte de sua vida ao fazer teológico, abordando o campo da Trindade, onde no tempo em que ela começou não era muito freqüente a presença feminina. Professora ao longo de muitos anos em diferentes faculdades de São Paulo, a religiosa diz que, pessoalmente nunca sofreu nenhum tipo de preconceito pelo fato de ser mulher teóloga, mesmo que reconhece que algumas colegas sofrem por isso. A figura do Papa Francisco é de grande importância, segundo Maria Freire, vendo no bispo de Roma “uma espécie de personificação do S
David Romero, SJ: “Não vale a pena trabalhar na Amazônia sem consciência de estar unidos com outras pessoas e congregações”

David Romero, SJ: “Não vale a pena trabalhar na Amazônia sem consciência de estar unidos com outras pessoas e congregações”

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"A beleza de acolher os leigos e leigas dessa região, que são pessoas da própria cultura e tem capacidade de ajudar a pensar e refletir soluções apropriadas para a missão." David Romero é um jesuíta nascido nos Estados Unidos que realiza seu trabalho evangelizador no Brasil faz trinta anos. Atualmente ele é delegado dos Jesuítas na Preferência Amazônica, que faz parte da província jesuítica do Brasil, o superior da Companhia na Amazônia brasileira. Como ele reconhece, seu trabalho tem uma dimensão de organização interna, mas também externa, pois em colaboração com a SJ Pan e a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), pretende promover a Amazônia dentro da Companhia de Jesus, tanto no Brasil como na América Latina, alem de colaborar no processo do Sínodo Pan-Amazônico, onde os jesuítas estã
Irmã Bernadete Barbosa: “Deus dá o mesmo poder para o sábio indígena pensar e para quem está vivenciando a espiritualidade cristã”.

Irmã Bernadete Barbosa: “Deus dá o mesmo poder para o sábio indígena pensar e para quem está vivenciando a espiritualidade cristã”.

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É preciso entender que Deus se faz presente na vida dos povos indígenas, na sua espiritualidade, que eles descobrem especialmente na natureza Bernadete Barbosa é uma salesiana indígena, nascida na região de Iaureté, distrito de São Gabriel da Cachoeira, na fronteira entre o Brasil e a Colômbia. A presença indígena na vida religiosa e sacerdotal é cada vez mais freqüente e isso pode ajudar a conhecer melhor a realidade indígena e desenvolver um processo de inculturação do Evangelho, o que pode ser fundamental de cara ao Sínodo da Pan-Amazônia. É preciso entender que Deus se faz presente na vida dos povos indígenas, na sua espiritualidade, que eles descobrem especialmente na natureza, que como reconhece a religiosa indígena do povo tariano, “é o que dá a vida, o que a sustenta, o que a a
52º Dia Mundial das Comunicações Sociais: Desde a catequese, Igreja tem papel de conscientizar para a comunicação. Moisés  Sbardelotto

52º Dia Mundial das Comunicações Sociais: Desde a catequese, Igreja tem papel de conscientizar para a comunicação. Moisés Sbardelotto

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 “certos indivíduos e grupos católicos em rede, muitas vezes, deixam de lado a missão de anunciar a “boa notícia” (good news) para inventar e compartilhar apenas “fake (good) news”, falsificando o Evangelho e o testemunho cristão com suas práticas de ódio e intolerância”. Em tempos de redes sociais e de inúmeras informações que circulam nos vários meios, com diversas fontes e objetivos, um fenômeno antigo, mas com roupagem nova, chama a atenção: as notícias falsas, mundialmente chamadas no contexto atual de fake news. A temática que mereceu espaço na reflexão do papa Francisco para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais – neste ano em 13 de maio – foi abordada em entrevista à revista “Bote Fé” concedida pelo doutor e mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio
Padre Jefferson Luís Santos: “A gente não vem na Amazônia colocar ou ensinar, vem na verdade  a aprender”

Padre Jefferson Luís Santos: “A gente não vem na Amazônia colocar ou ensinar, vem na verdade a aprender”

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 "Os salesianos sempre tiveram uma profunda união com a Amazônia, onde aos poucos foram surgindo muitas vocações, também no meio dos povos indígenas, de quem a gente deve estar disposto aprender."  O Padre Jefferson Luís Santos é desde o passado mês de fevereiro Inspetor dos Salesianos da Amazônia brasileira, momento em que assumiu seu novo serviço na Inspetoria São Domingos Sávio. Os salesianos sempre tiveram uma profunda união com a Amazônia, onde aos poucos foram surgindo muitas vocações, também no meio dos povos indígenas, de quem a gente deve estar disposto aprender. Nessa entrevista, o novo Inspetor analisa a realidade da Congregação na região e quais são as prioridades de sua missão evangelizadora na Amazônia. Também expressa sua opinião sobre o Sínodo dos Bispos da Panamazônia, o