Entrevista

José Ricardo Wendling: “um padre que apóia Bolsonaro deveria sair da Igreja católica, porque ela não prega isso”

José Ricardo Wendling: “um padre que apóia Bolsonaro deveria sair da Igreja católica, porque ela não prega isso”

Destaque, Destaque News, Entrevista
"envolver-se na política é uma obrigação para um cristão. Nós não podemos fazer como Pilatos e lavar as mãos, não podemos" Papa Francisco José Ricardo Wendling, foi o deputado federal mais votado no estado de Amazonas, com mais de 197.000 votos, na eleição do dia 7 de outubro. Ele se declara cristão e ao longo da sua vida sempre participou e prestou diferentes serviços na Arquidiocese de Manaus. Dele poderíamos dizer que é um católico alinhado com as propostas do Papa Francisco, que é a proposta de Jesus Cristo, estar do lado dos mais pobres. Brasil está vivendo “uma situação que ninguém esperava”, segundo o deputado federal eleito, “com um discurso efetivamente absurdo para nossa realidade brasileira”, pudendo dizer em sua opinião que “estamos vivendo uma situação surpreendente e diant
Dário Bossi: “O Sínodo deve provocar que a Igreja se ponha à escuta dos afetados por mineração”

Dário Bossi: “O Sínodo deve provocar que a Igreja se ponha à escuta dos afetados por mineração”

- NORTÃO, Destaque, Destaque News, Entrevista
As mineradoras têm-se tornado uma das grandes ameaças para o meio ambiente no Planeta, uma problemática que na Amazônia atinge de modo decisivo “a riqueza da floresta e dos rios”, como nos diz o Documento Preparatório de Sínodo da Amazônia, atingindo também vários povos que tem sido atingidos em seu modo de vida e inclusive expulsos em conseqüência disso. A Rede Justiça nos Trilhos, que se faz presente no denominado Corredor Carajás, é uma das vozes na defesa dos povos da Amazônia e do meio ambiente na região. O nome vem da linha férrea que liga a mina de ferro de Carajás, estado do Pará, com o porto de São Luís do Maranhão, que atinge direta ou indiretamente, 27 municípios da região. Nesse sentido, o Padre Dário Bossi, nesta entrevista, relata situações degradantes para a vida do povo
Dom Vilsom Basso: “a Igreja tem que estar aberta ao diálogo, a aprender, a poder caminhar com as juventudes”.

Dom Vilsom Basso: “a Igreja tem que estar aberta ao diálogo, a aprender, a poder caminhar com as juventudes”.

- NORDESTÃO, - NORTÃO, Destaque, Destaque News, Entrevista
 A gente acredita nesta força renovadora que a juventude é para a Igreja e para a sociedade, a partir de uma experiencia com Jesus Cristo, o homem Deus que transforma suas vidas. Neste mês de outubro acontece em Roma o Sínodo da Juventude. Um dos padres sinodais é Dom Vilsom Basso, bispo de Imperatriz – MA, e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB. Dom Vilsom vê a juventude brasileira “aberta a uma proposta religiosa”, com uma “preocupação com a justiça social, os direitos humanos, as questões de ecologia”, uma juventude que “quer ser acolhida, escutada, quer espaço”. Por isso, o bispo de Imperatriz vê necessário “uma Igreja disposta a escutar o que os jovens tem a dizer, seus clamores, suas críticas”. Como o senh
Elsie Vinhote: “O Sínodo da Amazônia é uma forma de escutar como atuamos aqui”

Elsie Vinhote: “O Sínodo da Amazônia é uma forma de escutar como atuamos aqui”

- NORTÃO, Destaque, Destaque News, Entrevista, Rumo ao 15º Intereclesial
A vida religiosa sempre foi presença determinante na evangelização da Amazônia. As Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo chegaram na região amazônica mais de setenta anos atrás. Atualmente sua coordenadora regional é Elsie Vinhote, nascida em Borba, na beira do Rio Madeira, afluente do Amazonas.  Escutar as pessoas que nasceram, cresceram e vivem sua vida religiosa na região, pode ser uma boa metodologia para encontrar pistas que permitam avançar nos novos caminhos para a Igreja e para a ecologia integral propostos pelo Sínodo da Amazônia, que a religiosa vê como “um olhar do carinho de Deus pela Amazônia”, como “uma forma de escutar como atuamos aqui, e a vida religiosa, a Igreja, se encarnar na vida cotidiana do povo”. Um dos grandes desafios para a Igreja na Amazônia é as comunidades
Noviças indígenas: “Nossa cultura é muito importante, nós viemos carregando-a para a vida religiosa”.

Noviças indígenas: “Nossa cultura é muito importante, nós viemos carregando-a para a vida religiosa”.

- NORTÃO, Destaque, Destaque News, Entrevista, Rumo ao 15º Intereclesial
Sínodo:  Tempo de "escutar a voz de todos os povos, de modo especial os indígenas...  estamos diante da oportunidade de também evangelizar outras culturas”, pois também temos a espiritualidade que nos faz enxergar a vida, que nos chama ao cuidado da vida..." Na Igreja da Amazônia, aos poucos vão se fazendo presentes as vocações nativas. Isso está ajudando a fazer realidade uma Igreja com rosto amazônico e rosto indígena. Juciele Aguiar Moura, Catiana da Silva Menezes e Rigoberta Mota Duarte são três jovens do povo tukano, noviças da Congregação das Catequistas Franciscanas. Nascidas no Triângulo Tukano, no município de São Gabriel da Cachoeira, na região da Cabeça do Cachorro, Dhuigó, Pirõ Duhio y Ye'pario, pelo nome de benzimento  indígena, vêem na cultura e espiritualidade de seu pov
Guaracema Tupinambá: “Para falar de ministérios teríamos que nos despir dos modelos que nós temos, fechados nos sacramentos”.

Guaracema Tupinambá: “Para falar de ministérios teríamos que nos despir dos modelos que nós temos, fechados nos sacramentos”.

Destaque, Destaque News, Entrevista, Rumo ao 15º Intereclesial
As ovelhas desgarradas não são aquelas que saíram do rebanho, são aquelas que estão a margem  e que não foram incluídas no rebanho. O Sínodo da Amazônia é considerado pela irmã Guaracema Tupinambá como “o jeito da Igreja ouvir a voz dos povos da região, os povos nativos, as populações mais vulneráveis”. Mas, além de tudo, o mais importante é desenvolver uma metodologia que leve a escutar de verdade, a “ouvir com o coração... e ouvir os clamores do povo”. A provincial das Cônegas de Santo Agostinho, reconhece que na Amazônia a gente encontra uma “vida ameaçada em todos os sentidos”. O domínio do “mercado que transforma tudo em mercadoria e em dinheiro, sem dar oportunidade para que essas populações consigam viver da sua maneira, com seus valores, com suas culturas, com suas místicas, co
Papa Francisco, o filho do Concilio que se tornou um homem livre

Papa Francisco, o filho do Concilio que se tornou um homem livre

Artigos, Chamadas, Destaque, Destaque News, Entrevista
 “Deixar-se sair, no caso da Igreja, significa ter comprometimento com todas as realidades de dor, de guerra, de sofrimento, de migrações – Andrea Grillo” Papa Francisco não é o tipo de pontífice que descumpre os cânones eclesiais, mas os cumpre a seu modo. Filho legítimo do Concílio Vaticano II, Bergoglio, como lembra o professor e pesquisador italiano Andrea Grillo, “celebra as missas conforme mandam os cânones católicos, mas o faz como se fosse um pároco, não tem a ver com o que chamaríamos de missas papais, senão com um sacerdote que inicia o dia concelebrando com as pessoas da comunidade”, descreve Grillo, em entrevista concedida pessoalmente à IHU On-Line, durante o XVIII Simpósio Internacional IHU. A virada profética de Francisco. Sobre as transformações na Igreja Católica, Gril
Igreja e o Mundo dos Pobres.  Pe. José Comblin.

Igreja e o Mundo dos Pobres. Pe. José Comblin.

Artigos, Chamadas, Destaque, Destaque News, Entrevista
 A participação nas CEBs confere um desenvolvimento humano que prepara para saber atuar no mundo superior, ainda que em posições modestas. Acontece a mesma coisa com os sindicatos, os partidos políticos populares ou os movimentos populares. Os dirigentes saem do mundo dos excluídos porque já se capacitaram e entram em comunicação com o mundo dos incluídos. Ainda há uma parte das CEBs que são a Igreja no mundo dos excluídos. Mas essa parte quase não conta na Igreja atual — na vida das dioceses, paróquias e “movimentos”. O mundo dos excluídos veio para ficar. Ele é produzido pelo sistema econômico atual, que vai gerando cada vez mais exclusão. Uma parte da população tem capacidade para entrar no mundo novo da economia, outra parte não. As exigências são cada vez maiores, de modo que a
Berta Cáceres: A jovem indígena que comanda luta por rio sagrado e busca justiça para a mãe assassinada

Berta Cáceres: A jovem indígena que comanda luta por rio sagrado e busca justiça para a mãe assassinada

Destaque, Destaque News, Entrevista
“Esta é uma luta pelos direitos de um povo milenar, mas é também uma luta por justiça para minha ‘mami’ e por reparação pessoal.” Ela herdou o nome e a batalha da mãe. Berta Zuñiga Cáceres, de 27 anos, lidera há dois anos a luta da população Lenca de Honduras contra empreiteiras, empresas energéticas e instituições financeiras internacionais para deter um projeto de hidrelétrica que represaria um rio considerado sagrado e essencial para a sobrevivência dessa etnia indígena. É uma luta que já custou a vida da mãe, para quem a jovem agora busca justiça em um país denunciado pela ONG Global Witness como o mais perigoso do mundo para os defensores do meio-ambiente. Berta, a mãe Berta Cáceres, a mãe, era a líder indígena, ambientalista e feminista mais proeminen
Maria Freire: “o fazer teológico, ele só tem beleza se ele estiver com um pé na periferia e um na academia”.

Maria Freire: “o fazer teológico, ele só tem beleza se ele estiver com um pé na periferia e um na academia”.

Destaque, Destaque News, Entrevista
"Penso que o teólogo na periferia da vida, pode ler as experiências com um olhar de Deus, mas também fazer a experiência." Maria Freire é religiosa da Congregação do Imaculado Coração de Maria, onde no mês de dezembro assumiu o serviço de provincial. Mas ela tem dedicado a maior parte de sua vida ao fazer teológico, abordando o campo da Trindade, onde no tempo em que ela começou não era muito freqüente a presença feminina. Professora ao longo de muitos anos em diferentes faculdades de São Paulo, a religiosa diz que, pessoalmente nunca sofreu nenhum tipo de preconceito pelo fato de ser mulher teóloga, mesmo que reconhece que algumas colegas sofrem por isso. A figura do Papa Francisco é de grande importância, segundo Maria Freire, vendo no bispo de Roma “uma espécie de personificação do S