Entrevista

Danilo Chammas, de Justiça nos Trilhos: “um Reconhecimento Internacional tão Importante Reforça a Importância da Organização Popular”

Danilo Chammas, de Justiça nos Trilhos: “um Reconhecimento Internacional tão Importante Reforça a Importância da Organização Popular”

- NORTÃO, Destaque, Destaque News, Entrevista
“sentir a Igreja tão empenhada nessas frentes confirma, de um lado, a urgência do enfrentamento das violações da mineração. Por outro lado, nos faz sentir menos isolados e mais protegidos”. No 27 de novembro, a Justiça nos Trilhos recebeu o recém-criado Prêmio Direitos Humanos e Empresas, acompanhado de um subsídio no valor de US$ 50.000. O reconhecimento é fruto de um trabalho junto aos povos indígenas, camponeses e afrodescendentes do Pará e Maranhão, para examinar os abusos de direitos humanos e ambientais cometidos por empresas mineradoras e siderúrgicas, especialmente a multinacional Vale. O prêmio foi concedido pela Fundação Direitos Humanos e Empresas (Human Rights and Bussines Award Foundation), sendo recolhido por Danilo Chammas, advogado da Justiça nos Trilhos, em Genebra, no F
Márcia de Oliveira: “O Sínodo é Oportunidade para a Igreja rever a sua metodologia, sua ação pastoral e  planejar melhor sua atuação”

Márcia de Oliveira: “O Sínodo é Oportunidade para a Igreja rever a sua metodologia, sua ação pastoral e planejar melhor sua atuação”

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"Quando o Sínodo nos propõe uma Igreja em saída, uma Igreja a caminho, os novos caminhos, passam muito por essa questão da metodologia, como podemos descolonizar uma Igreja que em muitas situações trouxe tudo muito pronto, muito formatado, para uma reprodução nas comunidades, nas bases." A socióloga Márcia de Oliveira é a única mulher assessora do Sínodo da Amazônia, que ela vê como “uma oportunidade que a Igreja da Amazônia tem de se dar a conhecer”, mas também para “rever a sua metodologia, sua ação pastoral e, se quiser fazer novos caminhos, de planejar melhor a sua atuação na região” . Márcia de Oliveira nasceu em Minas Gerais, mas mora na Amzônia desde há 32 anos. Nesta entrevista, ela nos conta suas impressões sobre sua participação no processo sinodal, na elaboração do Documento
Dom Roque Paloschi: “Precisamos de uma Igreja Comprometida com a Vida e os Sonhos dos pequenos”.

Dom Roque Paloschi: “Precisamos de uma Igreja Comprometida com a Vida e os Sonhos dos pequenos”.

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Os pobres desta terra precisam ser ouvidos. A Igreja pode ajudar a criar uma consciência do cuidado com a criação e, sobretudo, do compromisso com os filhos desta terra. O Brasil é um país onde "a situação dos povos indígenas é lamentável", afirma Dom Roque Paloschi, presidente do Conselho Indigenista Missionário - CIMI e membro do Conselho Presinodal do Sínodo da Amazônia, onde o governo não respeita de fato aquilo que a Constituição de 1988 reconhece como direitos dos povos originários, negando-lhes os direitos fundamentais e perseguindo-os. Nesta situação, o Sínodo da Amazônia pode ajudar, de acordo com o arcebispo de Porto Velho, Rondônia, a "ter uma consciência mais regional das alegrias, esperanças, mas também do sofrimento dos povos desta região", onde a Igreja deve "criar uma c
Marivelton Baré: “Que o Papa Francisco contemple os povos indígenas como prioridade, é importante”

Marivelton Baré: “Que o Papa Francisco contemple os povos indígenas como prioridade, é importante”

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Diante dessa realidade, a gente tem que começar discutir e avaliar melhor quem vai colocar para assumir essas funções públicas bem importantes. A região do Rio Negro tem a maior porcentagem de população indígena do Brasil, 95% segundo as estatísticas. Estamos falando de uma região onde a presença do poder público é muito fraca, como reconhece Marivelton Baré, presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, nascida em 1987 para defender os direitos dos territórios e dos povos indígenas da região. Essa pouca presença se traduz em falta de educação, saúde e outros elementos básicos na vida das pessoas. Uma das grandes ameaças no Alto Rio Negro é a atividade das mineradoras, que pode acabar com os povos da região e sua natureza, preservada secularmente. Mesmo diant
José Ricardo Wendling: “um padre que apóia Bolsonaro deveria sair da Igreja católica, porque ela não prega isso”

José Ricardo Wendling: “um padre que apóia Bolsonaro deveria sair da Igreja católica, porque ela não prega isso”

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"envolver-se na política é uma obrigação para um cristão. Nós não podemos fazer como Pilatos e lavar as mãos, não podemos" Papa Francisco José Ricardo Wendling, foi o deputado federal mais votado no estado de Amazonas, com mais de 197.000 votos, na eleição do dia 7 de outubro. Ele se declara cristão e ao longo da sua vida sempre participou e prestou diferentes serviços na Arquidiocese de Manaus. Dele poderíamos dizer que é um católico alinhado com as propostas do Papa Francisco, que é a proposta de Jesus Cristo, estar do lado dos mais pobres. Brasil está vivendo “uma situação que ninguém esperava”, segundo o deputado federal eleito, “com um discurso efetivamente absurdo para nossa realidade brasileira”, pudendo dizer em sua opinião que “estamos vivendo uma situação surpreendente e diant
Dário Bossi: “O Sínodo deve provocar que a Igreja se ponha à escuta dos afetados por mineração”

Dário Bossi: “O Sínodo deve provocar que a Igreja se ponha à escuta dos afetados por mineração”

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As mineradoras têm-se tornado uma das grandes ameaças para o meio ambiente no Planeta, uma problemática que na Amazônia atinge de modo decisivo “a riqueza da floresta e dos rios”, como nos diz o Documento Preparatório de Sínodo da Amazônia, atingindo também vários povos que tem sido atingidos em seu modo de vida e inclusive expulsos em conseqüência disso. A Rede Justiça nos Trilhos, que se faz presente no denominado Corredor Carajás, é uma das vozes na defesa dos povos da Amazônia e do meio ambiente na região. O nome vem da linha férrea que liga a mina de ferro de Carajás, estado do Pará, com o porto de São Luís do Maranhão, que atinge direta ou indiretamente, 27 municípios da região. Nesse sentido, o Padre Dário Bossi, nesta entrevista, relata situações degradantes para a vida do povo
Dom Vilsom Basso: “a Igreja tem que estar aberta ao diálogo, a aprender, a poder caminhar com as juventudes”.

Dom Vilsom Basso: “a Igreja tem que estar aberta ao diálogo, a aprender, a poder caminhar com as juventudes”.

- NORDESTÃO, - NORTÃO, Destaque, Destaque News, Entrevista
 A gente acredita nesta força renovadora que a juventude é para a Igreja e para a sociedade, a partir de uma experiencia com Jesus Cristo, o homem Deus que transforma suas vidas. Neste mês de outubro acontece em Roma o Sínodo da Juventude. Um dos padres sinodais é Dom Vilsom Basso, bispo de Imperatriz – MA, e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB. Dom Vilsom vê a juventude brasileira “aberta a uma proposta religiosa”, com uma “preocupação com a justiça social, os direitos humanos, as questões de ecologia”, uma juventude que “quer ser acolhida, escutada, quer espaço”. Por isso, o bispo de Imperatriz vê necessário “uma Igreja disposta a escutar o que os jovens tem a dizer, seus clamores, suas críticas”. Como o senh
Elsie Vinhote: “O Sínodo da Amazônia é uma forma de escutar como atuamos aqui”

Elsie Vinhote: “O Sínodo da Amazônia é uma forma de escutar como atuamos aqui”

- NORTÃO, Destaque, Destaque News, Entrevista, Rumo ao 15º Intereclesial
A vida religiosa sempre foi presença determinante na evangelização da Amazônia. As Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo chegaram na região amazônica mais de setenta anos atrás. Atualmente sua coordenadora regional é Elsie Vinhote, nascida em Borba, na beira do Rio Madeira, afluente do Amazonas.  Escutar as pessoas que nasceram, cresceram e vivem sua vida religiosa na região, pode ser uma boa metodologia para encontrar pistas que permitam avançar nos novos caminhos para a Igreja e para a ecologia integral propostos pelo Sínodo da Amazônia, que a religiosa vê como “um olhar do carinho de Deus pela Amazônia”, como “uma forma de escutar como atuamos aqui, e a vida religiosa, a Igreja, se encarnar na vida cotidiana do povo”. Um dos grandes desafios para a Igreja na Amazônia é as comunidades
Noviças indígenas: “Nossa cultura é muito importante, nós viemos carregando-a para a vida religiosa”.

Noviças indígenas: “Nossa cultura é muito importante, nós viemos carregando-a para a vida religiosa”.

- NORTÃO, Destaque, Destaque News, Entrevista, Rumo ao 15º Intereclesial
Sínodo:  Tempo de "escutar a voz de todos os povos, de modo especial os indígenas...  estamos diante da oportunidade de também evangelizar outras culturas”, pois também temos a espiritualidade que nos faz enxergar a vida, que nos chama ao cuidado da vida..." Na Igreja da Amazônia, aos poucos vão se fazendo presentes as vocações nativas. Isso está ajudando a fazer realidade uma Igreja com rosto amazônico e rosto indígena. Juciele Aguiar Moura, Catiana da Silva Menezes e Rigoberta Mota Duarte são três jovens do povo tukano, noviças da Congregação das Catequistas Franciscanas. Nascidas no Triângulo Tukano, no município de São Gabriel da Cachoeira, na região da Cabeça do Cachorro, Dhuigó, Pirõ Duhio y Ye'pario, pelo nome de benzimento  indígena, vêem na cultura e espiritualidade de seu pov
Guaracema Tupinambá: “Para falar de ministérios teríamos que nos despir dos modelos que nós temos, fechados nos sacramentos”.

Guaracema Tupinambá: “Para falar de ministérios teríamos que nos despir dos modelos que nós temos, fechados nos sacramentos”.

Destaque, Destaque News, Entrevista, Rumo ao 15º Intereclesial
As ovelhas desgarradas não são aquelas que saíram do rebanho, são aquelas que estão a margem  e que não foram incluídas no rebanho. O Sínodo da Amazônia é considerado pela irmã Guaracema Tupinambá como “o jeito da Igreja ouvir a voz dos povos da região, os povos nativos, as populações mais vulneráveis”. Mas, além de tudo, o mais importante é desenvolver uma metodologia que leve a escutar de verdade, a “ouvir com o coração... e ouvir os clamores do povo”. A provincial das Cônegas de Santo Agostinho, reconhece que na Amazônia a gente encontra uma “vida ameaçada em todos os sentidos”. O domínio do “mercado que transforma tudo em mercadoria e em dinheiro, sem dar oportunidade para que essas populações consigam viver da sua maneira, com seus valores, com suas culturas, com suas místicas, co