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Frei Paulo Xavier Ribeiro: “a religiosidade popular recupera aquilo que o povo tem de mais profundo na sua alma”

Frei Paulo Xavier Ribeiro: “a religiosidade popular recupera aquilo que o povo tem de mais profundo na sua alma”

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A importância dessa religiosidade na vida do povo é fundamental, é uma recuperação mesmo daquilo que tem de mais profundo na sua alma, no seu ser, que é exatamente o transcendental, aquilo que liga você ao sobrenatural, e passa exatamente pelas pessoas, pelo padroeiro. A religiosidade popular é um elemento fundamental na vida da Igreja católica na Amazônia, um fenômeno que não aparece só no interior, mas também nas cidades. Essa dimensão pode contribuir para os novos caminhos da Igreja na Amazônia, como recolhe o Documento Preparatório do Sínodo. Frei Paulo Xavier Ribeiro, é pároco da Paróquia de São Sebastião de Manaus, que está celebrando seu novenário nesses dias, uma das festas que mais devotos congrega na capital manauara. O tema da festa de 2019 é o
Dom Neri Tondello: “A Igreja tem que pedir perdão às mulheres”.

Dom Neri Tondello: “A Igreja tem que pedir perdão às mulheres”.

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A  presença da Eucaristia nas comunidades, eu digo que é uma dívida que a Igreja tem para com o povo. Um dos representantes do Brasil no Conselho Presinodal do Sínodo para a Amazônia é Dom Neri Tondello, bispo de Juína – MT. Ele reconhece que esse processo está provocando uma mudança radical em sua vida, “porque quanto mais nos envolvemos, quanto mais entramos na realidade amazônica, mais nos transformamos”. O Sínodo “nos faz perceber as carências, os limites e as maravilhas que nós temos”, e ao mesmo tempo, ajuda a “que se intensifiquem caminhos que venham responder os gritos e os clamores da Amazônia no momento, que são muitos”, segundo Dom Neri Tondello. Por isso, se faz necessário escutar, especialmente os povos indígenas, pois “eu vejo que cada vez que eu me encontro com eles, é uma
Ruben Siqueira: “o Estado é conivente, omisso, e até promotor da situação de violência no campo”

Ruben Siqueira: “o Estado é conivente, omisso, e até promotor da situação de violência no campo”

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 “o Papa Francisco é uma chuva depois de uma terrível seca” "A Esperança do Pobre Vive." Comblin A Comissão Pastoral da Terra – CPT, acompanhou a vida de Ruben Siqueira nos últimos quarenta anos. Na CPT, onde hoje faz parte da Coordenação Executiva Nacional, ele encontra um modo de ser cristão, de lutar contra as injustiças e a violência no campo, especialmente na Amazônia, acusando o Estado brasileiro de “conivente, omisso, e até promotor dessa situação de violência”. Junto com a terra, a CPT se preocupa com o cuidado da agua, em um país que tem uma legislação que favorece o abuso d´água, sempre em favor dos donos do capital. Frente a isso, a Comissão Pastoral da Terra tem sido parceira em políticas públicas que favoreçam o acesso à água, sobretudo no semiárido nordestino. Ruben S
Ameaças contra o Povo Karipuna, colocam em risco sua vida e seu futuro como povo. CIMI

Ameaças contra o Povo Karipuna, colocam em risco sua vida e seu futuro como povo. CIMI

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"Ninguém tem liberdade para andar no território, nem para  colher frutas do mato, colher um remédio do mato,  irem caçar, irem pescar, porque eles correm o risco de serem mortos pelos invasores dentro do território." O descaso com os povos indígenas está se tornando uma dinâmica cada vez mais presente na realidade brasileira. O poder político, aliado com o poder econômico, que se faz presente através do agronegócio, das madeireiras e das mineradoras, e que ninguém pode esquecer é o grande inimigo dos povos indígenas, tem criado um clima de medo e incertezas nos povos originários e naqueles que os apoiam, com a omissão do poder judiciário. Nesse sentido, o Conselho Indigenista Missionário de Rondônia mostra sua preocupação com a situação que está vivendo o Povo Karipuna. Há menos de t
Secretário da REPAM denuncia:  Governos “autoproclamam-se os novos Herodes” da Amazônia.

Secretário da REPAM denuncia: Governos “autoproclamam-se os novos Herodes” da Amazônia.

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Advento é tempo para ser voz que clama no deserto, na Amazônia, que denuncia "a negligência das autoridades locais, o conformismo, a cumplicidade com esses interesses que tiram a possibilidade da vida acontecer" O Advento é um tempo de espera, de preparação para acolher, onde estamos, nos lugares onde vivemos nosso dia a dia. A partir daí, Mauricio Lopez, Secretário Executivo da Rede Eclesial Pan-Amazônica - REPAM, pergunta: "O que significa o Advento na Pan-Amazônia, que sentido faz esperar a chegada de uma promessa de esperança para os povos da Amazônia? " Sua resposta surge da necessidade de " nos colocarmos no contexto, de olhar do jeito da Trindade", seguir a lógica dos Exercícios Espirituais, que nos lembra que "somos convidados a reconhecer os rostos reais, a vida das pessoas, s
Conrado Dalmonego: “O diálogo com os indígenas nos ajuda a descobrir a essência de nossa fé, encoberta por enfeites e tradições culturais”.

Conrado Dalmonego: “O diálogo com os indígenas nos ajuda a descobrir a essência de nossa fé, encoberta por enfeites e tradições culturais”.

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Nós temos uma mentalidade que muitas vezes é exclusivista, tem que aceitar uma coisa, e para aceitar “a” tem que eliminar, excluir “b”. Eles tendem a juntar as coisas, eu vi isso com os yanomami, uma coisa e a outra. Por que não fazer esse exercício também como Igreja, essas experimentações? Isso que, por um lado, pode ser acusado de sincretismo, relativismo, mas nós não somos donos da verdade. A Missão Catrimani pode ser descrita como, uma missão especial diferente, com características definidas ao longo de mais de cinquenta anos de presença, que é o que realmente define a missão dos Missionários da Consolata com o povo Yanomami. Atualmente, junto com três irmãs da Consolata, na missão vive Corrado Dalmolego, religioso nascido na Itália, que depois de onze anos aprendeu a viver, falar
MAS DEUS NÃO QUER ISTO NÃO!  Incendio em Manaus. Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira.

MAS DEUS NÃO QUER ISTO NÃO! Incendio em Manaus. Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira.

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“Cada cristão e cada Comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus a serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade. Isto supõe que sejamos dóceis e atentos, para ouvir o clamor do pobre e socorrê-los” (EG. 187). Nas CEBs – Comunidades Eclesiais de Base nós cantamos: “O mundo que a gente vive é cheio de divisão, mas Deus não quer isto não, mas Deus não quer isto não. De um lado barraco caindo, de outro palácio subindo, mas Deus não quer isto não, mas Deus não quer isto não!”. Acompanhando a notícia do incêndio em Manaus, lembrei-me deste canto das CEBs. E rezei: Mas Deus não quer isto não! Fiquei inquieto e me perguntei diante de Deus: por que estas pessoas tinham que morar ali e naquelas condições? Por que algumas pessoas podem m
Líderes indígenas do Amazonas denunciam: “Alto lá! Nossas terras são inalienáveis e indisponíveis e nossos direitos inegociáveis”

Líderes indígenas do Amazonas denunciam: “Alto lá! Nossas terras são inalienáveis e indisponíveis e nossos direitos inegociáveis”

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IV Encontro de Educação e Saúde Indígena do Amazonas, organizado pelo Fórum de Educação Escolar Indígena Amazônica - FOREEIA Educação e saúde sempre fizeram parte das demandas das organizações indígenas. Na verdade, essas são algumas das causas da migração indígena para as cidades, que ameaça o ecossistema amazônico, dando origem a invasões externas de quem vê a Amazônia como um lugar de exploração descontrolada. Discutir estas questões tem sido o principal objetivo do IV Encontro de Educação e Saúde Indígena do Amazonas, organizado pelo Fórum de Educação Escolar Indígena Amazônica - FOREEIA, realizado em Manaus de 12 a 14 de dezembro, em uma tentativa de traçar estratégias na defesa das causas indígenas, como existência digna, direitos coletivos, território, educação, saúde, cultura,
Monsenhor Raimundo Possidônio: “ai da Igreja da Amazônia se não fosse as comunidades eclesiais de base”

Monsenhor Raimundo Possidônio: “ai da Igreja da Amazônia se não fosse as comunidades eclesiais de base”

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“vendo o que acontece em lugares da Amazônia, a gente ainda percebe que essa dimensão profética das CEBs  ainda é muito presente", algo que o Sínodo quer assumir e promover, a partir da dimensão da ecologia integral.   Monsenhor Raimundo Possidônio: "A Igreja tem a obrigação de reconhecer o papel fundamental das mulheres nas comunidades amazônicas" O Sínodo para a Amazônia é um momento de reflexão, de reconhecimento da vida que a Igreja da Amazônia contém. O Encontro dos Bispos de Santarém, em 1972, e as ideias que dele surgiram, recolhidas em um documento que “amazoniza” o que foi discutido no Vaticano II e na Conferência de Medellín, marca um divisor de águas na evangelização da região, na vida da Igreja local. De acordo com o Monsenhor Raimundo Possidónio Carrera da Mata, h
Comunidade Intercongregacional de Islândia: Quando a Missão está acima dos Carismas

Comunidade Intercongregacional de Islândia: Quando a Missão está acima dos Carismas

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 É necessário simplificar a Igreja, “que possa refletir sobre a sua estrutura, suas regras, a sua maneira de ser, a fim de ter um rosto amazônico, e não o contrário, que o rosto amazônico passe a ter um rosto eclesial e clerical." Há experiências eclesiais que só acontecem nas periferias do mundo. Islândia, na Amazônia peruana, é uma ilha no rio Javari, na fronteira com o Brasil, uma pequena cidade de palafitas, que passa parte do ano submersa. Lá vivem e trabalham quatro Irmãs brasileiras, de três congregações diferentes, Irmãzinhas da Imaculada Conceição, Missionárias de Jesus Crucificado e Bom Pastor, junto com um padre diocesano espanhol. O dia em que cheguei para visitá-los só estavam duas das irmãs que lá vivem, Ivanes Favretto e Zélia Gomes, junto com Cesar Caro. Esse projeto, c